Experimentações em 16mm, filmagem e processamento colorido,
com Cristiana Miranda

Explorando as possibilidades criativas da câmera Bolex e do processamento manual da imagem colorida, a oficina propõe um exercício cinematográfico que dialoga com os desafios da prática experimental, explorando a criação coletiva de um roteiro e as possíveis abordagens poéticas para os procedimentos técnicos do equipamento analógico. Voltada para artistas e estudantes, a oficina apresentará uma introdução ao cinema experimental, ao funcionamento do equipamento 16mm e da revelação do filme colorido. Tempo de duração: 3 dias.

Cristiana Miranda
Cineasta, investiga as possibilidades poéticas e estéticas do material fílmico processado manualmente e a potencia revolucionária do cinema experimental. Realizou diversos filmes experimentais exibidos em Festivais Internacionais de Cinema e em Galerias de Arte no Brasil e no exterior. Curadora, Pesquisadora e restauradora de cinema experimental. Realizou na Filmoteca de La UNAM, Cidade do México, a restauração do filme Os Azares de Lulu, 1942, e na Cinemateca do MAM/RJ a restauração de Copacabana Mon Amour, 1970. Criadora e curadora responsável pelo Festival Internacional de Cinema Experimental Dobra. Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Artes PPGARTES/UERJ na linha de Processos Artísticos Contemporâneos.



Improvisando em (uma) contact printer: impressão de imagens 16mm,
com Richard Tuohy e Dianna Barrie

Uma impressora de contato (contact printer) é um excelente equipamento para se ter disponível. Trata-se de um poderoso equipamento e é uma parte essencial do aparato técnico do cinema analógico. Tradicionalmente, a impressora de contato é projetada para fazer duplicatas perfeitas com relativa rapidez, mas ela pode fazer muito mais do que apenas uma simples duplicação. Também é possível utilizar a copiadora para compor imagens e criar jogos de improvisação visual. Nesse workshop exploraremos as maneiras de improvisar os efeitos de uma copiadora de contato utilizando um projetor 16mm. Percorreremos as etapas de configuração de um projetor para que ele possa funcionar como uma impressora de contato. Examinaremos as opções para controlar a luz de impressão e outros métodos de manipulação. Em seguida imprimiremos as imagens em filme 16mm positivo, não apenas de forma direta mas também introduzindo algumas técnicas de composição possíveis através da impressão por contato.

Richard Tuohy (1969, Melbourne)
Começou a trabalhar com Super 8 no final dos anos 80. Seus filmes foram exibidos em diferentes festivais (Melbourne IFF, EMAF (Osnabruck), Roterdã IFF, Nova York FF, Ann Arbor e Media City) e tem viajado pela Europa, América do Norte e Ásia apresentando seu trabalho solo. Suas obras estão firmemente vinculadas com a tradição cinematográfica artesanal. Defensor das possibilidades do cinema feito à mão, Tuohy dedica seu tempo e esforço em compartilhar seu conhecimento por meio de oficinas e cursos na Austrália e internacionalmente.

Dianna Barrie (1972, Melbourne)
Começou seu envolvimento com o cinema como um meio termo entre a música abstrata e a filosofia. Suas pesquisas com as possibilidades inventivas do processamento manual em Super 8 levou a criação do nanolab com Richard Tuohy. Essa pesquisa se estendeu além do trabalho individual até o estabelecimento do Artist Film Workshop, onde a película cinematográfica é adotada e defendida por uma comunidade de artistas em Melbourne.