Dot Matrix, 16mm x 2, 16’, 2013,
por Dianna Barrie e Richard Tuohy

Sinopse_ Dot Matrix é um experimento em imagens posteriores, padrões de interferência e som óptico direto. Duas imagens quase completamente sobrepostas de pontos pousam na mesma tela a partir de dois projetores 16mm diferentes. O drama do filme surge na sobreposição das duas imagens. O produto que eles produzem é maior que as partes. Os sons ouvidos são aqueles que os próprios pontos produzem enquanto passam pela cabeça do som óptico do projetor 16 mm.

Richard Tuohy (1969, Melbourne)_

Começou a trabalhar com Super 8 no final dos anos 80. Seus filmes foram exibidos em diferentes festivais (Melbourne IFF, EMAF (Osnabruck), Roterdã IFF, Nova York FF, Ann Arbor e Media City) e tem viajado pela Europa, América do Norte e Ásia apresentando seu trabalho solo. Suas obras estão firmemente vinculadas com a tradição cinematográfica artesanal. Defensor das possibilidades do cinema feito à mão, Tuohy dedica seu tempo e esforço em compartilhar seu conhecimento por meio de oficinas e cursos na Austrália e internacionalmente.

Dianna Barrie (1972, Melbourne)_

Começou seu envolvimento com o cinema como um meio termo entre a música abstrata e a filosofia. Suas pesquisas com as possibilidades inventivas do processamento manual em Super 8 levou a criação do nanolab com Richard Tuohy. Essa pesquisa se estendeu além do trabalho individual até o estabelecimento do Artist Film Workshop, onde a película cinematográfica é adotada e defendida por uma comunidade de artistas em Melbourne.

Água [Bondade],
por Membrana Experimental Fiat Lux

Sinopse_ Bondade é um projeto da Membrana Experimental Fiat Lux desenvolvido em multilinguagens em forma capítulos, onde através do live cinema se questionam as estruturas do poder nas diversas esferas de atuação, político, social, privado, numa narrativa não linear.
Neste capítulo o elemento Água impõe sua presença simbólica e avassaladora de destruição, através de transbordamentos, enchentes, desmoronamentos, rompimentos de barragens em face ao abandono do poder público, refletindo a fragilidade da presença humana e da ordem do mundo.
Numa colagem de imagens de noticiários, gravuras e animações, a tensão desta força primordial se manifesta nas relações entre imagens e sons. A experiência visual e sonora apresentam elementos que se propõem a criar uma sinestesia estética e uma explosão iconográfica

Membrana Experimental FIAT LUX é um projeto colaborativo de experimentação livre em linguagens híbridas do qual participam artistas plásticos e visuais, bailarinos, escritores, fotógrafos, músicos e performers, atuante desde 2009.
Munidos de aparatos de alta e baixa tecnologia Leila Monségur e Romulo Alexis propõem imersões nas quais pesquisam as relações entre as artes visuais, performáticas e sonoras, explorando o trânsito intersemiótico pelas linguagens de Teatro de Sombras, Cinema Vivo, Cinema Expandido, Instalações, Site Specífic, Performance audiovisual, Video Cenârio, Video Mapping, Video Arte e Cinema Experimental.
No seu repertório se destacam a série “Bondade”, e as intervenções “Citoplasmártico Cortejo” e “Primeiro Poema Visível”. Com apresentações em festivais e Centros Culturais Digitalia, Improfest, PerformaPaço, Klangkeller Summer Festival, Caldo II, Mostra Avav, Virada Cultural, Sesc SP, Memorial de America Latina e Les Docks Villages, entre outros.

www.membranaexperimental.wordpress

Leila Monségur

Graduada em Pintura pela Escuela Nacional de Bellas Artes, Instituto Universitário Nacional de Artes IUNA, Argentina. Artista multidisciplinar, sua pesquisa atravessa as artes híbridas, relacionando alta e baixa tecnologia, pintura mural urbana, performance multimídia, live cinema, desenho e animação. Co-dirige o coletivo Membrana Experimental Fiat Lux, de performance e ocupação poética da arquitetura da cidade. Como arte educadora desenvolve cursos com foco em artes visuais, animação, performance e arte e tecnologia. Tem se apresentado no Digitalia (Salvador), Improfest 5 e 6 (SP), Klangkeller Summerfestival (Berlim), Les Docks Villages (Marseille), Festival de Música Estranha (SP). Participa da Orquestra Descarrego e da Rede Sonora, Música e Feminismos. Expõe regularmente desde 1990 em Centros Culturais e instituições na América Latina e Europa.

www.leilamonsegur.com
www.leilamonse©ur.wordpress.com

Romulo Alexis

Artista multimídia, músico improvisador e pesquisador de processos criativos em visuais e performance. É um dos mais ativos improvisadores de Brasil, foi um dos fundadores do Circuito de Improvisação Livre de SP em 2011. Integra os projetos Membrana Experimental Fiat Lux e Radio Diaspora, duo de free jazz & eletrônica. Atualmente desenvolve o projeto Máquina Vocal: improvisação coral sob regência explorando aspectos afetivos e empíricos no desbloqueio criativo com o uso da voz.

www.romulex.tumblr.com

Troco,
performance fílmica de Azucena Losana*.

*Miembro del Sistema Nacional de Creadores de Arte.

Música ao vivo : Piqueras Santangelo e Pedro Albuquerque.Duração aproximada de 10’.

Sinopse_ Performance fílmica realizada a partir de intervenção em película 35mm e 16mm.

Azucena Losana

Nascida no México e residente em Buenos Aires, Azucena Losana estudou Artes Multimídia e se graduou em Preservação e Restauração Audiovisual na Argentina, tendo participado do workshop sobre material de arquivo com Abigail Child Found e do workshop de cinema experimental de Claudio Caldini. Tem sido a responsável pelo mítico laboratório de resistência cinematográfica da América Latina – Arcoiris Super 8 – e tem trabalhado pela melhoria do acervo de filmes da Embaixada do México na Argentina. Seus trabalhos também foram vistos em São Paulo, Moscou, Oberhausen, Zurique, Curitiba, Olomuc, entre outros.