Estéticas Domésticas – confinamento e invenção

Domestic Aesthetics – confinement and invention

33 min

de Victor Gonçalves. Portugal, 2020, 3’15’’

de Francisco Benvenuto. Brasil, 2020, 5’01’’

de Caio Sales. Brasil, 2020, 3’20’’

Open Eyes in Shadow

de Rrose Present. Espanha, 2019, 4’54’’

de Azucena Losana. México, 2020, 2’43’’

The Devil Had Other Plans (Act I)

de Guli Silberstein. Reino Unido, 2020, 13’37’’

CURADORIA | CURATORSHIP

Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

É difícil mensurar o impacto da pandemia de COVID-19. Trata-se de um acontecimento catastrófico, como poucos antes na história da humanidade. Uma das formas mais seguras de se evitar a contaminação, até o momento, se dá por meio do distanciamento social, o confinamento em casa. Infelizmente esse modo de precaução é irregular, visto que nem toda a população possui condições materiais para a reclusão. Alguns realizadores, no entanto, buscaram nesse trágico momento atual uma importante fonte de inspiração para a criação de novos filmes. São produções que incorporam de maneira sensível a experiência doméstica. Contudo, esse tipo de estética – feita em casa – se relaciona com uma vasta tradição de experimentação de linguagens, que inclui as mais variadas formas de expressão. Este programa mescla obras que lidam com a lógica de confinamento. Alguns filmes recorreram a elementos prosaicos de casas e prédios (porta, espelho, corredor, janela); outros, por sua vez, à subversão de materiais de arquivos que estão direta ou indiretamente ligados a problemas pandêmicos. É importante destacar que nem todos os trabalhos aqui selecionados foram feitos durante a quarentena, evidenciando, assim, a vitalidade desse tipo de criação caseira.

It is hard to measure the impact of the COVID-19 pandemic. It is a catastrophic event, as few before in the history of mankind. So far one of the safest ways to avoid contamination is through social distancing, home confinement. Unfortunately, this form of precaution is uneven, having in mind that not everyone has the material conditions for reclusion. Some filmmakers, however, have sought after in this tragic moment an important source of inspiration for the creation of new films. They are productions that incorporate in a sensitive manner the domestic experience. Nevertheless, this kind of aesthetics – made from home – relates to a vast tradition of language experimentation, which includes the most varied forms of expression. This program blends works that deal with the logic of confinement. Some films appealed to prosaic elements in houses and buildings (doors, mirrors, corridors, windows), others, on the other hand, to subverting archive materials that are directly or indirectly connected to pandemic problems. It is important to highlight that not every work selected here was made during the quarantine, evincing this way the vitality of this type of homemade creation.

Lucas Murari

HABITANDO A BARBÁRIE

INHABITING BARBARISM

52 min

Neurovia Train System

de Luiz Henrique Aveiro Lins Passos. Brasil, 2019, 9’44’’

PLEASANT

de BaixadaCine. Brasil, 2020, 14’14’’

bounty

de Juana Robles. Irlanda, 2020, 8’54’’

Hello, Beauty

de Nikki Milan Houston. Estados Unidos, 2020, 6’05’’

Rio Underwater

de Ivan Ignacio, Lucas Bártolo, Beatriz Leonardo e Luís Fellipe. Brasil, 2019, 6’27’’

Invisible

de Lívia Sá. Estados Unidos, 2020, 6’53’’

CURADORIA | CURATORSHIP

Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

O espaço urbano está sempre desafiando o cinema experimental; percorrê-lo, habitá-lo, desvendá-lo e, sobretudo, transformá-lo são motivações presentes em diversos momentos e locais de sua história. O programa “Habitando a barbárie” atravessa as cidades de um mundo asfixiado pela experiência da pandemia, vazias, saudosas, inundadas por catástrofes antigas e atuais. Ainda que construções humanas, as cidades nunca foram imunes às forças da natureza e suas múltiplas formas são o resultado desse embate que, ao menos no ocidente, sempre foi o de uma experiência de conflito e dominação.
Belford Roxo, Berna, Los Angeles e Rio de Janeiro, entre outras tantas cidades pelo mundo afora, são gigantescas máquinas de ir e vir. Espaços absolutamente diversos, onde estamos submetidos ao mesmo transe, o da grande cidade contemporânea, com suas esperas, luzes, vias e estações. “Habitando a barbárie” traz um conjunto de filmes que pretende ampliar a experiência urbana tanto espacial quanto temporalmente. Seus infinitos gráficos, suas noites, tetos de zinco, esquinas e periferias são teias que nos envolvem e nas quais aprendemos a habitar. Imaginar e revisitar memórias para um cotidiano encantado é um desafio urgente nessa conjuntura de medo e morte. Para enfrentá-lo, nossa arma é o cinema experimental.

The urban space is always challenging experimental cinema; to go through it, inhabit it, unravel it and, above all, transform it are motivations present in many moments and places of its history. The program “Inhabiting barbarism” crosses the cities of a world asphyxiated by the experience of the pandemic, empty, nostalgic, flooded by ancient and current catastrophes. Even if a human construct, the cities were never immune to the forces of nature and its multiple forms are the result of this clash that, at least in the Occident, was always of an experience of conflict and domination.
Belfort Roxo, Berna, Los Angeles and Rio de Janeiro, among so many other cities around the world, are gigantic machines of coming and going. Absolutely diverse spaces, where we are submitted to the same trance of the big contemporary city, with its waits, lights, roads and stations. “Inhabiting barbarism” brings a set of films that intend to amplify the urban experience both spatial and temporal. Its infinitive graphics, its nights, tin roofs, corners and suburbs are webs that surround us and which we learn how to inhabit. To imagine and to revisit memories for a charmed daily life is an urgent challenge in this conjuncture of fear and death, and our weapon to face it is experimental cinema.

Cristiana Miranda

O baú e a memória derramada

THE ARK AND
THE SPILLED MEMORY

47 min

de Jael Jacobo. México, 2019, 4’20’’

Wave

de Lígia Teixeira. Brasil, 2020, 11’33’’

Orilla

de Verónica Paz. Argentina, 2020, 3’03’’

de Remy Ryumugabe. Ruanda, 2019, 16’48’’

Ditët ë Luftes

de Helena Deda e Alex Faoro. Kosovo, 2019, 3’18’’

Extracts

de Sinai Sganzerla. Brasil, 2019, 8’

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Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

Aqui, o que passou retorna em vislumbres. Por vezes reclamado, urgente, mas talvez muito mais pela necessidade do preenchimento de uma lacuna, ou de várias. O cinema tem a capacidade de gravar e condensar instantes únicos de imagens em movimento. É essa faculdade que torna possível mobilizar, agenciar e realinhar os vestígios da memória fílmica. Nesse programa, imagens íntimas, parcialmente conhecidas ou completamente anônimas, funcionam como pequenas peças brilhantes que, aos poucos, justapostas, compõem mosaicos. Materiais fragmentados, soltos, deteriorados, trazem novamente a suavidade e, ou a dureza de memórias que se amalgamam em suas reapresentações. Os cineastas, aproveitando filmes de família, filmes encontrados ou materiais de arquivo, acionam novos pontos de contato e refazem caminhos para assim retomar lembranças nômades que os percorrem. Ao mesmo tempo, nos abrem a possibilidade de percorrer esses territórios e, de alguma forma, estabelecer contato.

Here, what has passed returns in glimpses. At times demanded, urgent, but perhaps much more out of the necessity of filling a void, or many. Cinema has the ability to record and condense unique instances of images in movement. It is this faculty that makes it possible to mobilize, manage and rearrange the traces of filmic memory. In this program, intimate images, partially known or totally anonymous, work as small shiny pieces that little by little, juxtaposed, compose mosaics. Fragmented materials, loose, deteriorated, bring back the softness and/or the harshness of the memories that amalgamate in its re-introductions. The filmmakers, taking advantage of family movies, found footage or archive material, activate new points of contact and retrace the ways in order to get back nomad memories that run through them. At the same time it opens in us the possibility of going through these territories zand, somehow, establishing contact.

Luiz Garcia

Entre camadas de sentidos, o rever para ver

Between layers of senses, the re-waching to watch it

43 min

Run Version Vertical

de Stuart Pound. União Europeia, 2019, 00:05:00

de Jeroen Van der Stock. Japão, 2020, 6’06’’

culture leap (non-linear)

de Roger Horn. África do Sul, 2020, 2’35’’

de Michael Fleming. Reino Unido, 2020, 11’

de Moira Lacowicz. Argentina, 2020, 4’27’’

عودة أوزيريس | The Return of Osiris

de Essa Grayeb. Palestina, 2019, 13’44’’

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Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

A prática do reemprego de imagens, sempre presente na história do cinema, apresentou uma fecunda produção nas últimas três décadas, principalmente quando localizada no campo do cinema experimental. São inúmeras as estratégias pesquisadas e elaboradas no reuso de materiais previamente filmados. Prática que trabalha, essencialmente, as possibilidades mecânicas da montagem, mas também explora as ressignificações dos registros, a materialidade do suporte, as reflexões e reconfigurações de experiências fílmicas, sejam derivadas da tradição cinematográfica ou, em outro extremo, das questões trazidas pelas novas tecnologias digitais. Alquimias originadas na manipulação e reorientação de objetos fílmicos, produzindo novas formas de rever, ou mesmo ver essas imagens. Um difuso panorama desse filão pode ser experimentado neste programa – do trato orgânico, formal, ao político. Mas aviso ao espectador: isso também será notado em outros programas. Fica como indicação que o reacesso e a atualização de imagens prévias efetivou-se não somente como prática, mas também como cinematografia específica.

The practice of reusing images, always present in the history of cinema, presented a fruitful production in the last three decades, mostly when located in the field of experimental cinema. Countless are the strategies researched and elaborated in the reutilization of previously shot materials. A practice that works, essentially, the mechanical possibilities of the montage, but also explores the resignification of the registers, the materiality of the support, the reflections and reconfigurations of film experience, be it derived from cinematic tradition or, in other extreme, from the issues brought by new digital technologies. Alchemy originated from the manipulation and the reorientation of the fim objects, producing new manners of re-watching or even watching those images. A fuzzy overview of this niche can be experienced in this program, from the organic, formal to the political deal. But, attention viewers, this will also be perceived in other programs. It stands as an indication that the re-access and the update of the previous images have been effected not only as practice, but as specific cinematography.

Luiz Garcia

Investigações
e laborações
em modos de ver

INVESTIGATIONS
AND ELABORATIONS
IN THE WAYS OF SEEING

30 min

Dwelling

de Ben Fox. Reino Unido, 2020, 3’59’’

Atrapado en el sueño de outro

de Ernesto Baca. Argentina, 2020, 2’57’’

Bliss

de Mariana Dianela Torres. México, 2019, 5’45’’

brume of the billows

de Rodrigo Faustini. Brasil, 2020, 3’30’’

Carte Blanche

de Roberto Voorbij. Países Baixos, 2019, 3’10’’

L‘outremer

de Florian Maricourt. França, 2019, 6’52’’

Empty States

de Jola Kudela. Anguila, 2019, 3’50’’

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Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

A busca por formas particulares para a produção de imagens é o que distingue os processos criativos no cinema experimental. Essa intenção, historicamente fundada, propõe novos modos de ver, de tensionar a relação entre espectador e tela em camadas mentais e até mesmo físicas. Para isso, é comum se estabelecer relações simbióticas com as ciências e as artes, criando, muitas vezes, uma confluência entre a pesquisa estética e a científica. O programa de filmes aqui apresentando traz um compêndio desses exemplos, abrangendo desde criações impressionistas sobre nosso cotidiano, elaborações formais, até situações urgentes que vivemos atualmente. Notamos relações com as artes – música, poesia, pintura,escultura –, assim como o manejo repensado de objetos tecnológicos, e não somente aqueles de ponta, mas também a exploração daqueles considerados ultrapassados, ao se buscar demonstrar suas capacidades de maneira ampliada. Em ambos os casos, convergem em formulações estéticas que, apresentadas ao público, abrem-se em possibilidades de interações com o mundo.

The search for particular ways for image production is what distinguishes the creative processes in experimental cinema. This invention, historically founded, is to propose new ways of viewing, to stress the relationship between the viewer and the screen in mental and even physical layers. So it is common to establish symbiotic relations with science and arts, creating, many times, a confluence between the aesthetic research and the scientific research. The movie program presented here brings a compendium of these examples, comprehending from impressionistic creations about our daily lives, formal elaborations, or about critical situations we live in nowadays. We noticed the relations with the arts – music, poetry, painting, sculpture -, as with the rethought handling of technological objects, and not only the top notch, but also the exploration of those considered outdated, by trying to show their capabilities in a wide manner. In both cases they converge into aesthetic formulations that when presented to the audience open up in possibilities of interaction with the world.

Luiz Garcia

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Sensibilidades ecológicas –
o cinema experimental
entre a natureza-cultura

Ecological
sensibilities – experimental cinema between nature-culture

76 min

de Miro Soares e Gabriel Menotti. Brasil, 2020, 25’

The Fabricated Wild

de Nick Twardus. Estados Unidos, 2020, 10’16’’

de Ezequiel Salinas. Argentina, 2019, 13’47’’

CURADORIA | CURATORSHIP

Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

Algumas das preocupações centrais das últimas décadas se referem a questões ecológicas. O planeta agoniza, assim como as inúmeras formas de vida que aqui coabitam. São problemas comuns a tudo e a todos, que transcendem as fronteiras geográficas e culturais-naturais. Ou, como diria a bióloga e filósofa Donna Haraway: “a extinção não é somente uma metáfora; o colapso do sistema não é um thriller. Pergunte a qualquer refugiado de qualquer espécie”. O cinema experimental tem se mostrado um importante sensibilizador dessas questões. Os filmes atuam como formas de resistência frente a crises contemporâneas. Os quatro trabalhos selecionados neste programa são exemplos de maneiras inventivas de abordar elementos ecológicos, trazendo à luz temáticas como o impacto do extrativismo mineral, a experiência estética da paisagem e o resgate da memória, tanto de uma etnia ameríndia ( Waimiri-Atroari ) como da existência de um rio em meio ao crescimento urbano. O que propõem é uma quebra de paradigmas estanques e, além disso, a abertura para novos olhares acerca do passado, presente e futuro.

Some of the main concerns of the last decades are regarding the ecological questions. The planet agonizes, just like countless forms of life that cohabit this habitat. These are common problems to each and everyone, that transcend the geographical and cultural-natural frontiers. Or, as the biologist and philosopher Donna Haraway would say: “the extinction isn’t only a metaphor, the collapse of a system is not a thriller. Ask any refugee of any species”. The experimental cinema has shown itself as an important tool to raise awareness of these questions. The films act as important forms of resistence before the contemporary crisis. The four selected works in this program are examples of inventive ways of approaching ecological elements, bringing to light themes like the impact of mineral extractivism, the aesthetic experience of landscapes and the rescue of the memories of both of an Amerindian ethnicity ( Waimiri-Atroari ) and the existence of a river in the middle of the urban growth. What they propose is the break of impervious paradigms and, besides that, the breach into new looks about the past, present and future.

Lucas Murari

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Perigo,
não ultrapasse

DANGER,
DO NOT TRESPASS

64 min

The White Death of the Black Wizard

de Rodrigo Ribeiro,Brasil. 2020, 10’20’’

Happy In The Gap

de Lucas H. Rossi dos Santos. Brasil, 2020, 12’

Fatherland

de Lívia Costa e Sunny Maia. Brasil, 2020, 7’40’’

de Jean-Michel Rolland. França, 2019, 4’28’’

Histoire de la revolution

de Maxime Martinot. França, 2019, 29’47’’

CURADORIA | CURATORSHIP

Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

O fracasso do projeto de mundo ocidental não é uma novidade; no entanto, o ano de 2020 trouxe essa evidência incontornável com a presença espectral, porque invisível, e absolutamente real, da pandemia. Será perigoso ultrapassar o limite imposto pela constatação de nossa precariedade na construção de formas compartilhadas de bem viver? Certamente e, com absoluta urgência, será necessário. Combatendo todas as formas de exclusão, o cinema experimental é uma arma que traz as vozes e as vivências daqueles que perturbam a ordem hegemônica opressiva da indústria cultural. O programa “Perigo, não ultrapasse” traz filmes em que a potência revolucionária do cinema experimental utiliza as ferramentas da montagem e a magia do movimento para fazer emergir vozes soterradas e visões críticas acerca da história colonial e das revoluções burguesas. Os discursos da luta de classe, as dores apagadas dos escravizados na economia colonial, os dilemas dos gestos e atos revolucionários são percorridos em filmes que vasculham acervos iconográficos e sonoros, aceitando o desafio de recontar a história e inventar novas imagens para expressar a violência e os impasses do mundo contemporâneo.

The failure of the Western world project isn’t new. However, the year 2020 has brought its unavoidable evidence with the spectral presence, because invisible – and absolutely real -, of the pandemic. Will it be dangerous to trespass the imposed limit by the discovery of our precariousness in the construction of shared manners of well living? Certainly and with absolute urgency it will be necessary. Fighting every form of exclusion, the experimental cinema is a weapon that brings the voices and the lives of those who disturb the oppressive hegemonic order of the cultural industry. The program “Danger, do not trespass” brings films where the revolutionary potency of the experimental cinema uses the tools of the montage and the magic of movement to help emerge trapped voices and critical visions about colonial history and the bourgeoisie revolutions. The speech of the class struggle, the faded pain of the enslaved in a colonial economy, the dilemmas, the gestures and revolutionary acts are covered in movies that dig deep into the iconographic and audible archives, accepting the challenge of retelling the history and making up new images to express the violence and the deadlock of the contemporary world.

Cristiana Miranda

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EXPERIMENTAÇÕES ESPECULATIVAS

Speculative experimentations

41 min

Abyssal

de Luisa Marques & Darks Miranda, Brasil, 2020, 13’

Synthetic Force

de Weiming Ho. Taiwan, 2019, 6’06’’

Strange Attractors

de Jing Wang e Harvey Goldman. China, 2020, 5’16’’

Life in the Future

de Caspar de Gelmini. Alemanha, 2020, 4’13’’

Autoimmune

de Marcos Serafim. Estados Unidos, 2020, 12’25’’

CURADORIA | CURATORSHIP

Cristiana Miranda
Lucas Murari
Luiz Garcia

A ficção especulativa é uma categoria importante na proposição de seres novos e imaginários. A produção artística é repleta de exemplos de criações que experimentam outros horizontes e possibilidades de mundo. A literatura e o audiovisual como um todo são campos privilegiados nesse sentido. Seus idealizadores se valem da aliança com as ciências naturais e humanas, bem como da imaginação poética. Este programa reúne uma série de filmes que transcendem a experiência do real e lidam sensorialmente com o incognoscível. É o caso de seres híbridos, tecnologias distópicas, elementos fantásticos e partículas subatômicas. A conexão com as ciências, a inteligência artificial e também os processamentos digitais de imagem são alguns dos recursos que foram angariados na elaboração estética de tais trabalhos.

Speculative fiction is an important category in the proposition of new imaginary beings. The artistic production is filled with examples of creations that experiment in other horizons and world possibilities. Literature and audiovisual as a whole are privileged fields in this sense. Their founders make use of the alliance between natural and human sciences, as well as the poetic imagination. This program gathers a series of films that transcend the experience of the real and deal in a sensorial way with the intangible. It is the case of hybrid beings, dystopian technologies, fantastic elements and subatomic particles. The connection with the sciences, with artificial intelligence and also the digital processing of images are some of the resources that were raised in the aesthetic development of such works.

Lucas Murari

Ninguém É Cidadão

NOBODY IS A CITIZEN

79 min

Empire

de Edouard Salier. França, 2005, 4'

Grève sauvage (la genèse)

de Chaab Mahmoud. França, 2009, 12’21

The Devil

de Jean-Gabriel Périot. França, 2012, 7'

de Cecilia Bengolea. Argentina, 2018, 6’

Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?

de Teresa Villaverde. França-Portugal, 2019, 17’

de Carlos Adriano. Brasil, 2020, 13’30

Avant l'effondrement du Mont Blanc

de Jacques Perconte. França, 2020, 16’

CURADORIA | CURATORSHIP

Nicole Brenez

“O açúcar da palavra Brasil no fundo do pântano.”
Aimé Césaire, Les Armes miraculeuses, 1946.

Ninguém é cidadão, canta Caetano Veloso em “Haiti” (1993), citado por Carlos Adriano em seu polêmico e documentado poema O que há em ti. Sim, o que temos nós em nós, quando nos encontramos, contra a nossa vontade, mergulhados no desastre? Quais recursos existem, no fundo de nossa indigência? Cada um à sua maneira, os filmes desse programa respondem explorando uma dimensão da energia: a raiva (Joseph Kahn), a ironia (Jean-Gabriel Périot), a razão (Chaab Mahmoud), a beleza natural (Jacques Perconte) e mesmo a alegria, individual (Cecilia Bengolea) ou coletiva (Teresa Villaverde), tais são as “armas miraculosas” dos desprovidos, em um tempo no qual as catástrofes se multiplicam. Quer elas sejam políticas, climáticas, sanitárias, quer elas revelem a exploração ou a opressão tragicamente ordinárias, o genocídio ou o ecocídio, quer elas se reproduzam na América do Sul ou do Norte, nos Alpes ou em todos os lugares simultaneamente… Todas elas parecem confrontar a violência a partir de um princípio comum que os Latinos nomearam como invidia, a ganância, o desejo insaciável de posse à custa dos outros, que não tem nada a ver com necessidades reais, culminando no capitalismo consumista apoiado no “complexo militar-industrial”, tão eficazmente destrinchado em alguns pontos por Edouard Salier. Diante da invidia letal capaz de tudo destruir, até que não reste nada além dela mesma, os humanos aqui contrapõem outras potências: o altruísmo, a empatia, o senso coletivo, a defesa dos mais fracos, a comunhão com os elementos naturais ou outros seres, a coragem e – recurso particularmente em baixa em nossos dias – o raciocínio crítico. Esses valores são trabalhados nos filmes aqui propostos, graças aos quais podemos também constatar que, até na mais sombria adversidade, com meios muito simples, os artistas sabem manifestar uma audácia e uma virtuosidade formal admiráveis, levando ao extremo a energia plástica própria ao ser vivo: a criatividade. Todos cidadãos de um campo sem fronteiras espaciais nem temporais, onde para se entrar não é necessário nenhum passaporte, nem dinheiro, nem poder: aquele da batalha sem fim contra as injustiças.

Agradeço ao DOBRA por sua confiança e sua coragem exemplares.

“Le sucre du mot Brésil au fond du marécage.”
Aimé Césaire, Les Armes miraculeuses, 1946.

Ninguém é cidadão, chante Caetano Veloso dans « Haiti » (1993), que cite Carlos Adriano dans son poème documenté et polémique O que há em ti. Oui, qu’avons-nous en nous, lorsque nous nous trouvons, bien malgré nous, plongés dans le désastre ? Quelles ressources, au fond de notre détresse ? Chacun à leur manière, les films de ce programme répondent en explorant une dimension de l’énergie : la rage (Joseph Kahn), l’ironie (Jean-Gabriel Périot), la raison (Chaab Mahmoud), la beauté naturelle (Jacques Perconte) et même la joie, singulière (Cecilia Bengolea) ou collective (Teresa Villaverde), telles sont les « armes miraculeuses » des démunis, en un temps où les catastrophes se multiplient. Que celles-ci soient politiques, climatiques, sanitaires, qu’elles relèvent de l’exploitation ou de l’oppression tragiquement ordinaires, du génocide ou de l’écocide, qu’elles se produisent en Amérique du Sud ou du Nord, dans les Alpes ou partout simultanément… elles semblent bien toutes affronter la violence d’un principe commun que les Latins avaient nommé l’invidia, l’avidité, le désir insatiable de possession aux dépens d’autrui, qui n’a rien à voir avec des besoins réels, qui culmine avec le capitalisme consumériste appuyé sur ce « complexe militaro-industriel » si efficacement brossé en quelques traits par Edouard Salier. Face à l’invidia létale capable de tout détruire jusqu’à ce qu’il ne reste rien qu’elle-même, les humains ici opposent d’autres puissances : l’altruisme, l’empathie, le sens du collectif, la défenses des plus faibles, la communion avec les éléments naturels ou avec d’autres êtres, le courage et — ressource particulièrement mise à mal de nos jours – le raisonnement critique. Ces valeurs sont mises en œuvre dans les films ici proposés, grâce auxquels on peut constater aussi que, jusque dans la plus sombre adversité, avec des moyens très simples, les artistes savent faire preuve d’une audace et d’une virtuosité formelle admirables, portant à son comble l’énergie plastique propre au vivant : la créativité. Tous citoyens d’un champ sans frontières spatiales ni temporelles, où l’on n’a besoin pour entrer d’aucun passeport, ni argent, ni pouvoir : celui de la bataille sans fin contre les injustices.

Merci à DOBRA pour sa confiance et son courage exemplaires.

“The sugar of the word Brazil at the bottom of the swamp.”
Aimé Césaire, Les Armes miraculeuses, 1946.

Nobody is a citizen, sings Caetano Veloso in «Haiti» (1993), quoted by Carlos Adriano in his documented and polemical poem O que há em ti. Yes, what do we have in us, when we find each other, against our will, submerged in this disaster? With what resources, at the bottom of our distress? The films in this program, each in their own way, answer to these questions, exploring a dimension of the energy: the anger (Joseph Kahn), the irony (Jean-Gabriel Périot), the reasoning (Chaab Mahmoud), the natural beauty (Jacques Perconte) and even the joy, individual (Cecilia Bengolea) or collective (Teresa Vilaverde). These are the «miraculous weapons» of the disadvantaged, in a time where the catastrophes multiply. Be it political, climatic, sanitary, be it revealing of the tragically ordinary exploration or the oppression, the genocide or the ecocide, be it that they are reproduced in South or North America, the Alps, or everywhere simultaneously… All of them seem to confront the violence of a common principle that Latins have named invidia, the greed, the insatiable desire for possession at the expense of others, that has nothing to do with real necessities, which culminates in the consumerist capitalism supported by the «military-industrial complex» so effectively and thoroughly analyzed in some aspects by Edouard Salier. Before the lethal invidia capable of destroying everything until nothing else is left but itself, the humans here oppose other potencies: the altruism, the empathy, the collective sense, the defense of the weak, the communion with the natural elements or with other beings, the courage and – a particularly downward resource these days – the critical thinking. These values are at work in the films here proposed, thanks to which we can also determine that, even in the darkest adversity, with very simple means, the artists can manifest an audacity and an admirable formal virtuosity, taking to the extreme the plastic energy that specifies the living beings: the creativity. They are, we are citizen of a field without spacial or temporal borders, where no passport, nor money, nor power are required to enter: the one of the endless battle against injustice.

Thank you DOBRA for your trust and exemplary courage.

Nicole Brenez

Políticas para enfrentar outra América Latina

POLICIES TO FACE
ANOTHER LATIN AMERICA

59 min

de Annalisa D. Quagliata. México, 2018, 1’23’’

La Fuente de Agua

de Irma Cabrera Abanto. Perú, 2019, 3’05’’

La Determinación del Devenir

de Melissa Aller. Argentina, 2016, 4’

Atajos

de Daniela Delgado Vitteri. Equador, 2019, 18’29’’

A Hora Decisiva

de Azucena Lozana. México-Argentina, 2020, 1’52’’

Ver la Ciudad en Llamas

de Ismael Amaro. Chile, 2018, 11’

Señales de Conquista: El Lienzo de Tlaxcala

de Jorge Bordello. México, 2019, 14’20’’

Plata o Plomo

de Natalia Granados. Colômbia, 2019, 4’26’’

CURADORIA | CURATORSHIP

MÓNICA DELGADO &
JOSÉ SARMIENTO HINOJOSA

O que é que resiste em um ato de resistência? O olho, o olhar, o verbo, o enquadramento, a materialidade do celulóide, a urgência do digital? A partir de uma série de filmes, de onde afloram camadas de diferentes calibres sobre a identidade confrontada, sobre os processos de descolonização, sobre os sentidos comuns que parecem de ferro e devem ser combatidos; do luto, da memória livre da amnésia, da demanda, dos gritos e, em alguns casos, da paródia e da ironia, essas obras estão criando uma cartografia diferente da política, em tempos em que se derrubam estátuas e surgem teorias da conspiração. A que ou a quem é essa resistência? Consideramos um elemento fundamental nesta seleção destacar as vozes de cineastas e artistas de diferentes partes da região que, a partir de suas sensibilidades, abordam diversas essências do “latino-americano”, categoria em constante movimento, tensão, entre o novo e o antigo, entre o puro e o contaminado. O que é isso que nos torna tão iguais, que nos faz repetir uma e outra vez a mesma história? De certa forma, esses filmes propõem uma saída, uma muralha defensiva, uma luz para o confronto. O ver como um ato de resistência. A relação estética como manifestação de uma imediatez interna que nos permite descobrir novas verdades, que nos permite situar-nos neste cosmos. Muitos olhares em paralaxe sobre esse grande conceito de América Latina, um território vivo e pulsante que, a partir da imagem em movimento, busca realizar uma espécie de ritual de cura, pulsão xamânica que invoca o ritmo intermitente da fantasmagoria para curar suas feridas. Como desistfilm, revista on-line que promove o cinema experimental e independente na região de Lima, Peru, esta mostra apresenta nossa vontade de contribuir para uma nova cartografia do político, como forma, como entrelinhas, como inteira criatividade ou, como disse Rancière, não na denúncia, mas na montagem, “pela distância mesma que mantém em relação a essas funções, pelo tipo de tempo e espaço que estabelece, pela maneira como divide esse tempo e povoa esse espaço”, onde vivemos repensando como nos vemos e nos representamos. Em tempos de pandemia e ecos de solidariedade, esse olhar em conjunto permite, de alguma forma, nos curar.

¿Qué es lo que resiste en un acto de resistencia? ¿El ojo, la mirada, el verbo, el encuadre, la materialidad del celuloide, la urgencia del digital? A partir de una serie de películas, donde afloran capas de diverso calibre sobre la identidad confrontada, sobre procesos de decolonización, sobre sentidos comunes que parecen férreos y que hay que combatir; desde el luto, la memoria libre de amnesia, la demanda, el grito y en algunos casos desde la parodia e ironía, estos trabajos van urdiendo una cartografía distinta de lo político, en tiempos en que se derrumban estatuas y surgen teorías de conspiración. ¿Ante qué o quienes es esta resistencia? Consideramos un elemento fundamental en esta selección resaltar las voces de cineastas y artistas de diversas partes de la región, quienes desde sus sensibilidades abordan diversas esencias de lo “latinoamericano”, categoría en constante movimiento, tensión, entre lo nuevo y viejo, entre lo puro y lo contaminado. ¿Qué es eso que nos hace tan iguales, que nos hace repetir una y otra vez la misma historia? De alguna manera, estos películas proponen una salida, una muralla de defensa, una luz para la confrontación. El ver como un acto de resistencia. La relación estética como una manifestación de una inmediatez interna que nos permite descubrir nuevas verdades, que nos permite situarnos en este cosmos. Muchas miradas en paralaje sobre este gran concepto de Latinoamérica, un territorio pulsante, vivo, y que, desde la imagen en movimiento, busca alcanzar una especie de ritual de sanación, pulsión chamánica que invoca al latido intermitente de la fantasmagoría para curar sus heridas. Como desistfilm, revista online que promueve el cine experimental e independiente en la región desde Lima, Perú, esta muestra patentiza nuestra voluntad por aportar a una nueva cartografía de lo político, como forma, como entrelíneas, como entera creatividad, o como dijera Rancière, no en la denuncia, sino en el montaje, “por la distancia misma que guarda con relación a estas funciones, por el tipo de tiempo y de espacio que establece, por la manera en que divide ese tiempo y puebla ese espacio”, donde vivimos repensando cómo nos vemos y representamos. En tiempos de pandemia y de ecos de solidaridad, esta mirada en conjunto permite, de alguna manera, sanarnos.

What is it that resists in a resistance act? The eye, the gaze, the word, the framing, the materiality of the celluloid, the urgency of the digital? From a series of films, where layers of different calibers bloom over the confronted identity on the processes of decolonization, on the common beliefs that seem to be made out of iron and must be challenged; from the grief, from the amnesia-free memory, from the demand, from the screams and, in some cases, from parody and irony, these works are drawing a different political cartography, in times where statues are being taken down and conspiracy theories arise. To what or whom is this resistance for? We consider a fundamental element in this selection: to highlight the voices of the filmmakers and artists from different regions that, from their sensibilities, approach these diverse essences of the “Latin American”, a category in constant movement, tension between the new and the ancient, the pure and the tainted. What is it that makes us so equal, that makes us reflect once and again the same story? In a way, these films propose a way out, a defensive wall, a light to the conflict. Seeing as an act of resistance. Aesthetic relationship as the manifestation of an internal urgency which allows us to discover new truths, to situate ourselves in this cosmos. Many gazes in parallax over this big concept of Latin America, a living and pulsating territory that, from the moving image, tries to perform a healing ritual, a shamanic pulse which conjures the intermittent rhythm of phantasmagoria to heal its wounds. Like Desistfilm, the online magazine which promotes experimental and independent cinema from the region of Lima, Peru, this exhibition presents our will to contribute to a new cartography of the political, as a form, as ellipses, as a creative whole or, as Rancière said, not in the denounce, but in the montage, “by the same distance that keeps in relation to these functions, for the type of time and space that establishes, to the way this time is divided and populates this space”, where we live rethinking how we see and represent each other. In times of pandemic and of echoes of solidarity, this common gaze allows us, somehow, to heal.

Desistfilm, julho | julio | July – 2020
Mónica Delgado &
José Sarmiento Hinojosa

APORIA
de Victor Gonçalves. Portugal, 2020, 3’15’’

Sinopse | Synopsis
Este vídeo faz parte de uma série de estudos sobre a expansão do desenho enquanto linguagem artística. Feito em abril de 2020, em Lisboa, no contexto do lockdown provocado pela pandemia de COVID-19.
This video performance is part of a series of studies on the expansion of drawing as an artistic code. Made in 2020 in Lisbon during the lockdown caused by the COVID-19 pandemic.

Equipe | Crew
Direção, Montagem, Produção | Direction, Film Editing, Production: Victor Gonçalves
Fotografia | Cinematography: Victor Gonçalves,
Juliana Matsumura

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victorsgx@gmail.com

INNERVISION
de Francisco Benvenuto. Brasil, 2020, 5’01’’

Sinopse | Synopsis
Do grão ao pixel, a janela pictórica abre para o mundo. Sempre no mesmo sentido, multiplica as janelas, as atravessa, faz delas o lugar do mistério e do in-visto.
From grain to pixel, the pictorial window opens to the world. Always in the same sense, he multiplies the windows, crosses them, makes them the place of mystery and the unseen.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Som, Desenho de Som | Direction, Cinematography, Sound, Sound Design: Francisco Benvenuto
Montagem | Film Editing: Lígia Teixeira, Francisco Gusso

Produção | Production
Monteverde Filmes

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franciscogusso@gmail.com

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de Caio Sales. Brasil, 2020, 3’20’’

Sinopse | Synopsis
Infodemia, pandemia, pandemônio.
Infodemic, pandemic, pandemonium.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Caio Sales

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caiomjsaleslima@gmail.com

OLHOS ABERTOS NA SOMBRA
OPEN EYES IN SHADOW
de Rrose Present. Espanha, 2019, 4’54’’

Sinopse | Synopsis
Abrir e fechar uma porta. Abrir e fechar os olhos. Os faróis de uma sombra iluminam o segredo debaixo da minha cama Como olhos na sombra.
Opening and closing a door. Opening and closing the eyes. The lighthouses of a shadow illuminate the secret under my bed Like eyes in the shadow.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Rrose Present Música | Music: Oriol Perucho

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rroserpresent@gmail.com

CORBUSIERHAUS
de Azucena Losana. México | Alemanha, 2020, 2’41’’

Sinopse | Synopsis
Toda arquitetura, mesmo as obras mais icônicas como a Corbusierhaus em Berlim, deixam de lado a solenidade do museu assim que se tornam habitáveis.
All the architecture, even the most emblematic works like Corbusierhaus in Berlin, leaving aside the solemnity of museum as it becomes habitable.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Azucena Losana

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azucena.losana@gmail.com

O DIABO TINHA OUTROS PLANOS (ATO I)
THE DEVIL HAD OTHER PLANS (ACT I)
de Guli Silberstein. Reino Unido, 2020, 13’37’’

Sinopse | Synopsis
Uma reação instintiva ao apocalipse do Coronavirus, ecoando a experiência chocante, misteriosa e surreal da pandemia. O clássico filme de zumbis « Noite dos Mortos Vivos » (1968) é processado por uma mistura de colorização de IA, técnicas de datamosh, recortes e trabalho de som, revelando visões do invisível.
A gut reaction to the Coronavirus apocalypse, echoing the shocking, eerie and surreal experience of the pandemic. The classic Zombie film « Night of the Living Dead » (1968) is processed by a mix of AI colorization, datamosh techniques, re-cutting and sound work, unveiling visions of the invisible.

Equipe | Crew
Direção, Montagem | Direction, Film Editing: Guli Silberstein
Música | Music: 433 erOs – Jamendo

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guli.silb@gmail.com

NEUROVIA TREM SYSTEM
NEUROVIA TRAIN SYSTEM
de Luiz Henrique Aveiro Lins Passos. Brasil, 2019, 9’44’’

Sinopse | Synopsis
No Rio de Janeiro, o sistema ferroviário serve como uma das armas do governo para marginalizar populações periférias. O filme procura investigar o trem e como ele se relaciona com os indivíduos e a cidade.
In Rio de Janeiro, the train system serves as one of the government’s tools to exclude marginalizes populations. The film seeks to investigate the train and how it relates to the people and the city.

Equipe | Crew
Direção, Montagem, Produção | Direction, Film Editing, Production: Luiz Henrique Aveiro Lins Passos
Fotografia | Cinematography: Milena Figueiredo Abrão
Desenho de Som | Sound Design: Arthur Ribeiro Alves de Lima, Luiz Henrique Aveiro Lins Passos
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Arthur Ribeiro Alves de Lima

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lurdianafilmes@gmail.com

AMENO
PLEASANT
de BaixadaCine. Brasil, 2020, 14’14’’

Sinopse | Synopsis
Sobre a ótica da tela de um celular, observa-se cidade. Contemplando a paisagem, percebemos as semelhanças, o cotidiano, os sons e até mesmo, para quem reconhecer, as mudanças da cidade. Para melhor ou pior, se observa. Ameno é uma produção experimental toda filmada com um celular. Uma visão crítica, contemplativa e afetiva desta que conhecemos como Belford Roxo, mas para alguns, a “Cidade do Amor”.
On the optics of a cell phone screen, a city can be seen. Contemplating the landscape, we perceive the similarities, the daily life, the sounds and even, for those who recognize, the changes of the city. For better or worse, it is observed. Ameno is an experimental production all shot with a cell phone. A critical, contemplative and affective view of what we know as Belford Roxo, but for some, the “”City of Love”.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Artur Fortes, Sandro Garcia
Fotografia | Cinematography: Artur Fortes, Sandro Garcia, Luiz Silfer
Som, Montagem, Produção | Sound, Film Editing, Production: Sandro Garcia
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Sergio-SalleS-oigerS Realização | Realization:  BaixadaCine

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sandrosdbr@gmail.com

RECOMPENSA
BOUNTY
de Juana Robles. Suíça / Irlanda, 2020, 8’54’’

Sinopse | Synopsis
Encontrando um velho amigo em Berne, Suíça, para uma caça às luzes e alegrias das noites do final do verão há muito passadas.
Catching up with an old friend in Berne, Switzerland for a hunt on the lights and enjoyments of long past late summer nights.

Equipe | Crew
Realizado e produzido por | Directed and produced by Juana Robles.

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jrobles@gmx.net

OI, BONITA
HELLO, BEAUTY
de Nikki Milan Houston. Estados Unidos, 2020, 6’05’’

Sinopse | Synopsis
Voltei para a cidade que achei que conhecia – Los Angeles. Meu único salvador acabou sendo um gravador de áudio. Clique. Comece. Brilho de luz vermelha. Usando pontas curtas de 16mm, saí com meu DP enquanto as ruas estavam vazias e, durante cinco dias, tentei capturar a beleza solitária. Por sua vez, eu me encontrei. Aqui está minha carta de amor para o lugar que aparentemente eu não consigo abalar.
I came back to the city I thought I knew — Los Angeles. My only savior became a tape recorder. Click. Start. Red light glow. Using short ends of 16mm, I went out with my DP while the streets were empty, and tried to capture the lonely beauty in five days time. In turn, I found myself. Here is my love letter to the place I can’t seem to shake.

Equipe | Crew
Direção, Som, Montagem, Design de Som, Produção | Direction, Sound, Film Editing, Sound Design, Production: Nikki Milan Houston
Fotografia | Cinematography: Andrea Calvetti

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nikkimilanhouston@gmail.com

RIO SUBMERSO
RIO UNDERWATER
de Beatriz Leonardo, Ivan Ignacio, Lucas Bártolo, Luís Fellipe. Brasil, 2019, 6’27’’

Sinopse | Synopsis
Entre ressacas e inundações, o filme propõe um reflexão sobre a relação do Rio de Janeiro com as forças da água a partir de imagens de arquivo e paisagens sonoras que evoquem aspectos conflituosos, porém constitutivos de uma cidade que, formada por processos de aterramento, parece ter como destino a submersão.
Between big waves and floods, the film shows a reflection on the relationship between the city of Rio de Janeiro and forces of water. Using archives pictures and sound design that shows the conflicted, yet constitutive aspects of a city that, formed by land reclamation, seems to have as the destination for submersion.

Equipe | Crew
Direção, Produção | Direction, Production: Beatriz Leonardo, Ivan Ignacio, Lucas Bártolo, Luís Fellipe
Som, Montagem, Desenho de Som, Animação | Sound, Film Editing, Sound Design, Animation: Ivan Ignacio
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Massimo Ruberti, Building and Mountains

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ivanignacio.edit@gmail.com

INVISÍVEIS
INVISIBLE
de Lívia Sá. Estados Unidos, 2020, 6’53’’

Sinopse | Synopsis
Nos Estados Unidos, muitos dos trabalhadores considerados essencias são imigrantes indocumentados que recebem salários desproporcionais às suas funções e correm riscos de serem deportados a qualquer momento. Durante a atual pandemia, também expõem suas vidas enquanto não recebem nenhum auxílio ou benefício do governo americano. São os essenciais invisíveis.
In the United States, many of the essential workers are undocumented immigrants, who do not receive fair wages and risk being deported at any moment. During the current pandemic, they are also risking their lives while not getting any support or benefits from the American government. The invisible essentials.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Lívia Sá

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livia@liviasa.com

MACUIL
de Jael Jacobo. México, 2019, 4’20’’

Sinopse | Synopsis
Macuil Mão / Cinco Humanidade-Deuses-Demônios-Mãos-Espírito A criação com as mãos na história da humanidade, desde os primeiros homens que esculpiram nas rochas até civilizações avançadas em busca da representação da espiritualidade.
Macuil Hand / Five Humanity-Gods-Demons-Hands-Spirit The creation with the hands in the history of humanity, from the first men who carved on rocks to advanced civilizations in search of the representation of spirituality.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem, Produção, Animação | Direction, Cinematography, Film Editing, Production, Animation: Jael Jacobo
Desenho de Som | Sound Design: Ezequiel Guido
Som, Trilha Sonora Original | Sound, Original Soundtrack: Ezequiel Guido, Rodrigo Martínez

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arq.jael@gmail.com

ONDA
WAVE
de Lígia Teixeira. Brasil, 2020, 11’33’’

Sinopse | Synopsis
A onda é uma perturbação oscilante de beleza e grandeza alquímica, uma película cinematográfica que viajou até aqui.
The wave is an oscillating disturbance of beauty and alchemical greatness, a film that traveled to me.

Equipe | Crew
Direção, Som, Montagem, Trilha Sonora Original | Direction, Sound, Film Editing, Original Soundtrack: Lígia Teixeira
Produção | Production: Monteverde Filmes

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ligia.teixeira@gmail.com

COSTA
ORILLA
de Verónica Paz. Argentina, 2020, 3’03’’

Sinopse | Synopsis
Como voltar ao que está perdido? Para o que não está? Parece que só podemos recuperar fragmentos e montar peças. Mas como podemos saber que o que retorna é o que desapareceu?
How to return to what is lost ? to what is not? It seems that we can only recover fragments and assemble pieces. But how can we know that what comes back is what has been disappeared?

Equipe | Crew
Direção, Montagem, Desenho de Som, Produção | Direction, Film Editing, Sound Design, Production: Verónica Paz

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contactoveropaz@gmail.com

MNEMOSYNE
de Remy Ryumugabe. Ruanda, 2019, 16’48’’

Sinopse | Synopsis
Mnemosyne é um elogio feito por um homem enlutado e nostálgico para uma garota misteriosa que ele conheceu quando estava desesperado e ansioso pela vida. O encontro trouxe esperança e, desde então, eles desfrutaram brevemente da companhia um do outro até que o passado complicado da garota e a injustiça da vida assumiram e a levaram embora.
Mnemosyne is a eulogy by a grieving and nostalgic man for a mysterious girl he met when he was desperate and anxious about life. The meeting brought hope and since then, they briefly enjoyed each other’s company till the girl’s complicated past and the unfairness of life took over and grabbed her away.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem | Direction, Cinematography, Film Editing: Remy Ryumugabe
Som | Sound: Ndongozi Gaelle
Desenho de Som | Sound Design: Alibaba Ndizeye
Produção | Production: Bizimana Jonas, Ganza Moise, Shema Deve
Elenco | Cast: Myriam U. Birara, Amata Ganza, Re RY, Happiness Ndayishimiye

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Eyetracefilmspro@gmail.com

DIAS DE GUERRA
DITËT Ë LUFTES
de Helena Deda e Alex Faoro. Kosovo, 2019, 3’18’’

Sinopse | Synopsis
Helena tinha cinco anos quando a Guerra do Kosovo começou em fevereiro de 1998. Ela e sua família foram forçadas a fugir de suas casas enquanto soldados sérvios varriam o campo, massacrando aqueles de etnia albanesa e destruindo suas terras. « Dias de Guerra » é uma meditação sobre essas experiências de guerra e deslocamento.
Helena was five years old when the Kosovo War began in February of 1998. She and her family were forced to flee their homes as Serbian soldiers swept the countryside, massacring ethnic Albanians and destroying their land. « Days of War » is a meditation on these experiences of war and displacement.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Helena Deda, Alex Faoro

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faoro11@gmail.com

EXTRATOS
EXTRACTS
de Sinai Sganzerla. Brasil, 2019, 8’

Sinopse | Synopsis
Curta com imagens entre o período de 1970 até 1972 nas cidades Rio de Janeiro, Salvador, Londres, Marrakech, Rabat e a região do deserto do Saara.As imagens foram filmadas por Helena Ignez e Rogério Sganzerla no exílio, nos anos de chumbo. O filme é também sobre a esperança. Algo afável é possível mesmo quando há indicações do contrário.
Film with images from 1970 to 1972 in the cities of Rio de Janeiro, Salvador, London, Marrakech, Rabat and the Sahara Desert region, filmed by Helena Ignez and Rogério Sganzerla in exile, in the “leaden years” of the military dictatorship. The film is also about hope. Something affable is possible even when there are indications of the contrary.

Equipe | Crew
Direção, Som | Direction, Sound: Sinai Sganzerla
Fotografia | Cinematography: Rogério Sganzerla
Montagem | Film Editing: Claudio Tamella, Sinai Sganzerla
Desenho de Som | Sound Design: Audiorama Filmes
Produção | Production: Mercúrio Produções
Narração | Narration: Helena Ignez Direção de
Produção | Film Production: Ludmila Patrício

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smercurioproducoes@gmail.com sinai.sganzerla@gmail.com

EXECUTAR VERSÃO VERTICAL
RUN VERSION VERTICAL
de Stuart Pound. Reino Unido, 2019, 5’

Sinopse | Synopsis
O clipe original foi retirado de um filme cult de ficção científica em que o mundo está literalmente de ponta-cabeça. A trilha de áudio é cortada junto com a imagem em movimento e sobreposta 5 vezes, reverberando trilhas de fala e efeitos.
The source clip is taken from a cult science fiction film where the world is literally turned on its head. The audio track is cut along with the moving image and superimposed 5 times reverberating speech and effects tracks.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Stuart Pound

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stuartpound@stuartpound.plus.com

STONE
de Jeroen Van der Stock. Japão / Países Baixos, 2020, 6’06’’

Sinopse | Synopsis
Stone é um curta-metragem inteiramente baseado em 15 stills quimicamente tratados do remake do filme « Diabolique », com Sharon Stone. É um remake abstrato do remake do thriller original « Les Diaboliques ».
Stone is a short film entirely based on 15 chemically treated film stills from the remake film Diabolique, featuring Sharon Stone. It is an abstract remake of the remake of the original thriller « Les Diaboliques ».

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem, Produção, Animação | Direction, Cinematography, Film Editing, Production, Animation: Jeroen Van der Stock
Desenho de Som, Trilha Sonora Original | Sound Design, Original Soundtrack: Reinier van Houdt

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pjeroenbxl@yahoo.com

SALTO DE CULTURA (NÃO LINEAR)
CULTURE LEAP (NON-LINEAR)
de Roger Horn. Alemanha / África do Sul, 2020, 2’35’’

Sinopse | Synopsis
A primazia da cultura. Cultura sobre raça. “salto de cultura (não linear)” é composto por filmes caseiros encontrados na África do Sul e um filme 16mm descartado pelo departamento de antropologia da Universidade da Cidade do Cabo, resgatado pelo cineasta Roger Horn enquanto concluía seu Doutorado (PhD) em Antropologia.
The primacy of culture. Culture over race. “culture leap (non-linear)” is composed of found home movies from South Africa and discarded 16mm film from the anthropology department at the University of Cape Town, salvaged by filmmaker Roger Horn while completing his PhD in Anthropology.

Equipe | Crew
Direção, Som, Montagem | Direction, Sound, Film Editing: Roger Horn
Fotografia | Cinematography: Found Footage
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Miquel Parera – Five Structures and a Cold Void Structure 4

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rogerhorn77@gmail.com

TIK – TAK
de Michael Fleming. Países Baixos, 2020, 11’16

Sinopse | Synopsis
O que significa ser um animal autoconsciente? Significa saber que somos alimento para vermes. Emergimos do nada, temos um nome, um desejo interior doloroso de vida e auto-expressão e com tudo isso ainda estamos por morrer. O homem está fora da natureza e irremediavelmente nela: ele tem consciência de sua própria singularidade esplêndida em que ele se destaca da natureza com uma majestade imponente, e ainda assim ele volta para o solo alguns metros a fim de apodrecer cega e silenciosamente e desaparecer para sempre. É um dilema aterrorizante para se estar e com o qual ter que conviver. …. Tik-Tak.
What does it mean to be a self-conscious animal? It means to know that one is food for worms. We emerge from nothing, we have a name, an excruciating inner yearning for life and self- expression and with all this yet to die. Man is out of nature and hopelessly in it: he has an awareness of his own splendid uniqueness in that he sticks out of nature with a towering majesty, and yet he goes back into the ground a few feet in order to blindly and dumbly rot and disappear forever. It is a terrifying dilemma to be in and to have to live with. ….Tik-Tak.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Produção | Direction, Cinematography, Production: Michael Fleming
Som, Trilha Sonora Original | Sound, Original Soundtrack: John Also Bennett, Noveller, Violent Onsen Geisha

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vjmofo@gmail.com

DOUBLE TALK II
de Moira Lacowicz. Argentina, 2020, 4’27’’

Sinopse / Synopsis
« O astronauta foi libertado ». Double Talk II é um exercício audiovisual projetado originalmente em bicanal. Pequenas sequências de filmes caseiros, documentários de valor histórico, institucional e filmes clássicos unidos ao azar. Uma reflexão sobre a materialidade do suporte.
« The astronaut has been released ». Double Talk II is an audiovisual exercise designed originally in two projectors. Small sequences of home movies, historical, institutional footage and classic films in a hazardous conversation.

Equipe | Crew
Direção, Montagem | Direction, Film Editing: Moira Lacowicz
Som, Desenho de Som | Sound, Sound Design: Leonardo Zito, Moira Lacowicz
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Deaf kids Scanner: Leche Lab

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moirasllacowicz@gmail.com

O RETORNO DE OSIRIS
عودة أوزيريس / THE RETURN OF OSIRIS
de Essa Grayeb. Palestina, 2019, 14’

Sinopse | Synopsis
Em 9 de junho de 1967, o então presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser, apareceu na televisão e no rádio para informar os cidadãos egípcios da derrota de seu país na guerra. Durante o discurso, ele também anunciou sua renúncia. Para muitos, o discurso de Nasser foi o primeiro indício de toda a extensão da perda e da desilusão com a visão pan-árabe que ele liderou. O filme tece vários trechos estilisticamente divergentes, extraídos de filmes e séries de televisão egípcios produzidos entre 1976 e 2016; os trechos em found footage foram editados para reconstruir o discurso de renúncia de Nasser de acordo com o texto original por meio de elementos apropriados da cultura popular.
On June 9, 1967, the Egyptian president at the time, Gamal Abdel Nasser, appeared on television and radio to inform the Egyptian citizens of their country’s defeat in the war. During the speech, he also announced his resignation. For many, Nasser’s speech was the first hint of the full scope of the loss and the disillusionment with the pan-Arab vision he had led. The film weaves numerous stylistically divergent excerpts together, extracted from Egyptian movies and television series produced between 1976 and 2016; the found footage excerpts were edited to reconstruct Nasser’s speech of resignation according to the original text by using elements appropriated from popular culture.

Equipe | Crew
Direção, Montagem, Desenho de Som, Produção | Direction, Film Editing, Sound Design, Production: Essa Grayeb
Animação | Animation: Haitham Haddad
Legendas em Inglês | English subtitles: Ahmad Shiber, Majd Hajjaj

Contato | Contact
essa.grayeb@gmail.com

HABITAÇÃO
DWELLING
de Ben Fox. Reino Unido, 2020, 3’59’’

Sinopse | Synopsis
Reunindo fragmentos de uma existência criativa durante o confinamento no Reino Unido. Um morador solitário em um pequeno apartamento. O tempo passa, a memória se dispersa, corrói e desaparece. Um filme de acontecimentos animados, um documento de incerteza: o que eu me tornei ou o que eu era?
Piecing together fragments of a creative existence during the UK lockdown. A lone dweller in a small apartment. Time slips, memory disperses, erodes and fades. A film of animated happenings, a document of uncertainty: what have I become, or what was I?

Equipe | Crew
Direção | Direction: Ben Fox

Contato | Contact
misterbenjaminfox@gmail.com

PRESO NO SONHO DE OUTRA PESSOA
ATRAPADO EN EL SUEÑO DE OUTRO
de Ernesto Baca. Argen
tina, 2020, 2’50’’

Sinopse | Synopsis
A sinapse neuronal cria um espaço de conjunção de imagens mentais, que acontecem livremente, procurando significados. Mas um fantasma assiste e observa, é assim notado, que não há sonhos próprios.
Neuronal synapse creates a space of conjunction of mental images, which happen freely, looking for signifies. But a ghost watches and observes, it is thus noticed, that there are no dreams of their own.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Ernesto Baca

Contato | Contact
kaumodakifilms@gmail.com

FELICIDADE
BLISS
de Mariana Dianela Torres. México, 2019, 5’45’’

Sinopse | Synopsis
« Bliss » é sobre o fim do mundo e o fim da internet. A música criada por Edgar Mondragón reflete sobre a saturação de arquivos digitais no mundo pós-Internet. As imagens pretendem simular atmosferas caóticas. A partir da desintegração de vários símbolos visuais, uma fogueira se sobrepõe a materiais encontrados na internet misturados com material audiovisual pessoal que também simula fazer parte do arquivo digital. Cada camada é interposta ritmicamente e contrapontualmente de forma a pensar sobre a destruição do mundo.
« Bliss » is about the end of the world and the end of the internet. The music created by Edgar Mondragón reflects about the saturation of digital files in post-internet world. So the images are intended to simulate chaotic atmospheres. Starting from the disintegration of various visual symbols, a campfire is superimposed on materials found on the internet mixed with personal audiovisual material that also simulates being part of the digital archive. Each layer is rhythmically and counterpoint interposed in order to think about the destruction of the world.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem, Produção | Direction, Cinematography, Film Editing, Production: Mariana Dianela Torres
Som, Desenho de Som, Trilha Sonora Original | Sound, Sound Design, Original Soundtrack: Edgar Mondragón * Prelinger Archives

Contato | Contact
dianelatv@gmail.com

ROCIO DAS VAGAS
BRUME OF THE BILLOWS
de Rodrigo Faustini. Brasil, 2020, 3’30’’

Sinopse | Synopsis
Evento e murmúrio: modular a atenção entre canais, como sintonizar no rádio, pode revelar sinais no ruído – uma das bases para a criptografia em "saltos de frequência", que dá lógica às redes móveis atuais. Na praia, redes falham, saltamos ondas, acumulamos tempos mortos, vagamos. ( Super8 filmados na década de 1970 e revelados apenas em 2020.)
Event and murmur: modulating attention through channels, like shifting through radio, can reveal signals in noise – the basis for "frequency hopping" cryptography, which gives the logic for mobile networks. At the beach, networks fail, we hop waves, acumulate dead time, roam. ( Super8 films shot in the 1970s and processed only in 2020.)

Equipe | Crew
Direção | Direction: Rodrigo Faustini
Revelação: SuperOff e Laboratório AGF

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orfaustini@gmail.com

CARTA BRANCA
CARTE BLANCHE
de Roberto Voorbij. Países Baixos, 2019, 3’10’’

Sinopse | Synopsis
O vídeo « Carta Branca » foi inspirado na pintura « The Blank Check » de René Magritte, em que um cavaleiro na garupa de um cavalo parece estar entrelaçado a uma fileira de árvores. Tanto a pintura como o vídeo lidam com arquétipos e interpretações. Literal e figurativamente, os dois perguntam ao espectador “O que você preenche para o que você não sabe?”
The video ‘Carte Blanche’ has been inspired by the painting ‘The Blank Check’ by René Magritte, in which a rider on horseback appears to be intertwined with a row of trees. As well painting as video deal with archetypes and interpretation. Literally and figuratively do both ask the viewer “What do you fill in for what you don’t know?”

Equipe | Crew
Direção | Direction: Roberto Voorbij First
Assistant camera: Kerstin Heyen
Elenco | Cast: Anita de Gier, Take It Easy

Contato | Contact
info@robertovoorbij.com

O EXTERIOR
L’OUTREMER
de Florian Maricourt. França, 2019, 6’51’’

Sinopse | Synopsis
« O Exterior » é outro poema filmado em um celular. É diurno, litorâneo, avança nas pedras, em frente ao mar, machuca os olhos, é tudo o sol, tudo em ondas, tudo em areia.
« L’outremer » is another poem filmed on the phone. It is diurnal, coastal, it advances on the rocks, in front of the sea, it hurts the eyes, it is all the sun, all in waves, all in sand.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem, Desenho de Som, Produção | Direction, Cinematography, Film Editing, Sound Design, Production: Florian Maricourt
Som, Trilha Sonora Original | Sound, Original Soundtrack: Florian Maricourt, Gabriel Bristow

Contato | Contact
fmrt@protonmail.com

ESTADOS VAZIOS
EMPTY STATES
de Jola Kudela. Reino Unido, 2019, 3’50’’

Sinopse | Synopsis
De acordo com a Sociedade Etérea, Holdstone Down é o lugar onde um extraterrestre da hierarquia "Mestre Cósmico" apareceu em 23 de julho de 1958. Todos os anos, centenas de pessoas escalam a colina trazendo novas pedras para a pilha no topo. Eles acreditam que ajudam a carregar uma bateria especial com energia espiritual a ser liberada quando o mundo mais precisar. Música “Empty States” escrita e interpretada por Julia Kent.
According to the Aertherius Society, Holdstone Down it’s the place where an extraterrestrial “Cosmic Master” appeared on the 23rd July 1958. Every year hundreds of people climb the Hill bringing new stones to the pile on the top. They believe, they charge a special battery with spiritual energy to be released when the world will most need it. Music “Empty States” written and performed by Julia Kent.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Desenho de Movimento | Direction, Cinematography, Motion Design: Jola Kudela
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Julia Kent
Produção | Production: Jola Kudela,
Apoio | support: North Devon Artist Residency 2019

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olakudela@gmail.com

ROCHA MATRIZ
de Miro Soares e Gabriel Menotti. Brasil, 2020, 25’

Sinopse | Synopsis
Rocha Matriz é um documentário que examina a cadeia produtiva de rochas ornamentais a partir de uma consciência alienígena, que reimagina a matéria como informação. No percurso entre feiras, portos e pedreiras, traça conexões entre formas de trabalho cotidiano, o mercado global, tendências em design de interiores e o tempo profundo da Terra.
Rocha Matriz is a documentary short examining the production chain of ornamental rocks from the perspective of an alien consciousness, which understands matter as information. Navigating across trade fairs, harbors, and marble quarries, it traces connections between labor, the global commodities market, interior design trends, and the deep time of Earth.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Produção | Direction, Cinematography, Production: Miro Soares, Gabriel Menotti
Montagem | Film Editing: Iuri Galindo
Desenho de Som | Sound Design: Hugo Reis
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Gavin Singleton

Contato | Contact
almirosoares@hotmail.com cinecristalliquido@gmail.com

O SELVAGEM FABRICADO
THE FABRICATED WILD
de Nick Twardus. Estados Unidos, 2020, 10’16’’

Sinopse | Synopsis
« O Selvagem Fabricado » explora as interseções entre o natural e o artificial na natureza selvagem da Flórida. Imagens estritamente da paisagem natural partem das técnicas tradicionais de visualização cinematográfica. A paisagem natural da Flórida está em primeiro plano no quadro, que comunica como o cinema fabrica a vastidão selvagem. 16mm, Super 8.
« The Fabricated Wild » explores the intersections between the natural and artificial within the Florida wilderness. Images strictly of the natural landscape break from traditional cinematic viewing techniques. The natural Florida landscape is foregrounded in the frame, which communicates how cinema fabricates the expansive wilderness. 16mm, Super 8.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Nick Twardus

Contato | Contact
natwardus@gmail.com

SUQUÍA
de Ezequiel Salinas. Argentina, 2019, 13’47’’

Sinopse | Synopsis
Uma jornada pela memória do rio Suquía, um rio escuro, cheio de desespero e ressentimento pelo seu povo. Mas, como o Nilo, o Sena ou o Ganges, é um rio que tem muito a sussurrar sobre a cidade que viu crescer nas suas margens.
A journey through the memory of the Suquía, a gloomy river, full of desperation and resentment from its people. Like the Nile, the Seine and the Ganges, this river has much to whisper about the city that it has seen grow upon its banks.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia | Direction, Cinematography: Ezequiel Salinas
Som, Desenho de Som | Sound, Sound Design: Federico Disandro
Montagem | Film Editing: Martin Sappia
Produção | Production: Eva Caceres

Contato | Contact
bittervictoryfilms@gmail.com

A MORTE BRANCA DO FEITICEIRO NEGRO
THE WHITE DEATH OF THE BLACK WIZARD
de Rodrigo Ribeiro, Brasil. 2020, 10’20’’

Sinopse | Synopsis
Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.
Memories of the Brazilian slavery past overflow into ethereal landscapes and harrowing noises. Through a visual poetic essay, an intimate and sensory journey reflects on the silencing and invisibility of black people in diaspora.

Equipe | Crew
Direção, Som | Direction, Sound: Rodrigo Ribeiro
Roteiro | Screenplay: Rodrigo Ribeiro, Timóteo
Fotografia | Cinematography: Carlos Adelino, Rodrigo Ribeiro
Montagem | Film Editing: Rodrigo Ribeiro, Carlos Eduardo Ceccon, Julia Faraco
Mixagem | Mixing: Leandro Cordeiro
Produtores| Film Production: Julia Faraco, Luiz Gustavo Laurindo, Rodrigo Ribeiro
Produção | Production: Gata Maior Filmes

Contato | Contact
contato@gatamaior.com.br

SER FELIZ NO VÃO
HAPPY IN THE GAP
de Lucas H. Rossi dos Santos. Brasil, 2020, 12’

Sinopse | Synopsis
Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço.
A black essay on trains, beaches and occupying spaces.

Equipe | Crew
Direção, Montagem | Direction, Film Editing: Lucas H. Rossi dos Santos
Roteiro | Screenplay: Fermino Neto, Antonio Molina Burnes
Pesquisa | Research: Henrique Amud
Produção | Film Production: Fabiane Zanol, Maria Aparecida Rossi, Edna Gramasco
Som | Sound: Pedro Salles Santiago
Produção | Production: Coletivo Preto, Quarentena Voadora e Baraúna
Coprodução | Co-production: 9Oitavos

Contato | Contact
arapuafilmes@gmail.com

PÁTRIA
FATHERLAND
de Lívia Costa e Sunny Maia. Brasil, 2020, 7’40’’

Sinopse | Synopsis
Em uma fita VHS são narrados pensamentos sobre Pátria, nacionalismo e poder.
On a VHS tape, thoughts about Fatherland, nationalism and power are narrated.

Equipe | Crew
Direção, Montagem, Desenho de Som, Produção, Roteiro | Direction, Film Editing, Sound Design, Production, Screenplay: Lívia Costa, Sunny Maia
Fotografia | Cinematography: Sunny Maia
Som | Sound: Breno de Lacerda, Lívia Costa
Trilha Sonora Original | Original Soundtrack: Luana Flores
Animação | Animation: Lívia

Costa Contato | Contact
sunnyasmin@gmail.com

MASSACRE
de Jean-Michel Rolland. França, 2019, 4’28’’

Sinopse | Synopsis
17 fotografias encontradas na internet são retrabalhadas em uma fotovideografia para apresentar uma visão pessoal da tourada. Este documentário artístico, onde a cor vermelha, a cor do sangue, é onipresente, ignora deliberadamente a suposta beleza do gesto para focar na barbárie desta prática ultrapassada.
17 photographs found on the internet are reworked into a photovideography to deliver a personal vision of bullfighting. This artistic documentary where the red color, the color of blood, is omnipresent deliberately ignores the presumed beauty of the gesture to focus on the barbarism of this outdated practice.

Equipe | Crew
Produção, Direção | Production, Direction: Jean-Michel Rolland

Contato | Contact
jimrolland13@gmail.com

HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO
HISTOIRE DE LA RÉVOLUTION
de Maxime Martinot. França, 2019, 29’47’’

Sinopse | Synopsis
História da revolução – e trocadilhos. Sonoros ou visuais. De lutas ou de cinema.
History of the revolution – and puns. Aural or visual. Insurgent or cinematic.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Maxime Martinot
Montagem | Film Editing: Théophile Gay-Mazas
Desenho de Som | Sound Design: Victor Praud
Produção | Production: Don Quichotte Films

Contato | Contact
contact@donquichottefilms.com

ZONA ABISSAL
ABYSSAL
de Luisa Marques & Darks Miranda. Brasil, 2020, 13’33

Sinopse | Synopsis
Um ser híbrido surge da exploração do látex e tenta sobreviver em meio à destruição do mundo como conhecemos, junto a outros seres reais e imaginados, agarrando-se ao que ainda pode existir depois do fim.
A hybrid being arises in a forest exploited for its latex and, together with other imaginary and real entities, tries to survive amid the destruction of the world as we know it, clinging to what may exist after its end.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Luisa Marques & Darks Miranda
Montagem | Film Editing: Luisa Marques
Desenho de Som, Trilha Sonora Original | Sound Design, Original Soundtrack: Orlando Scarpa Neto

Contato | Contact
darksmiranda@gmail.com

FORÇA SINTÉTICA
SYNTHETIC FORCE
de Weiming Ho. Taiwan, 2019, 6’06’’

Sinopse | Synopsis
A força é tentada para manifestar uma vibração e um espectro como um objeto audível e visível – meditação audiovisual que inclui os pontos de vista máximo e mínimo entre nebulosase divisões celulares que refletem ciência ou sentido, escotoma ou princípio, ordem e fronteira, super-humano e não humanização. Existe alguma variante de campo invisível ou subliminar do sistema?
“Synthetic Force” The force is tried to manifest a vibration and spectrum as an audible and visible object – audio visual meditation which includes the maximum and minimum point of views between nebulae and cell divisions that reflect science or sense, scotoma or principle, order and border, super-human and non-humanization. Is there any invisible or subliminal field variant of the system?

Equipe | Crew
Direção, Som, Montagem, Desenho de Som | Direction, Sound, Film Editing, Sound Design: Weiming Ho
Produção | Production: Jiashing Liang

Contato | Contact
ascjoin@gmail.com

ATRATORES ESTRANHOS
STRANGE ATTRACTORS
de Jing Wang e Harvey Goldman. Estados Unidos, 2020, 5’16’’

Sinopse | Synopsis
Em meio ao vazio incerto e inefável de Shiva aniquilação gama e avalanches de um grão, o verticilo frenético e entorpecido de glúons e múons, estremece e trepida diante da alma de Demócrito. As bifurcações de Heisenberg, o enxame inquieto de Yin e Yang são calculados no efêmero piruetas do espaço e do tempo de Dirac.
Amid the ineffable uncertain void of Shiva’s gamma annihilation and one grain avalanches, the frenetic and torpid whorl of gluons and muons, shudder and judder upon the soul of Democritus. Heisenberg’s bifurcations, the restless swarming of Yin and Yang are reckoned in the ephemeral pirouettes of Dirac’s space and time.

Equipe | Crew
Direção, Produção | Direction, Production: Jing Wang, Harvey Goldman
Fotografia, Montagem, Animação | Cinematography, Film Editing, Animation: Harvey Goldman
Som, Desenho de Som, Trilha Sonora Original | Sound, Sound Design, Original Soundtrack: Jing Wang

Contato | Contact
hg_art@icloud.com

VIDA NO FUTURO
LIFE IN THE FUTURE
de Caspar de Gelmini. Alemanha / Finlândia, 2020, 4’26’’

Sinopse | Synopsis
« Vida no Futuro » faz parte de um projeto de um Clube de Estudantes de Cinema Finlandês ( Kino Club Helsinki ). Foi feito com os apoios do instituto de pesquisa de biologia alemão da Humboldt University Berlin, do Charité Hospital e do Alfred Wegener Institut Bremerhaven. A música foi feita por Caspar de Gelmini e Bernhard Range.
« Life in the Future » is a part of a project by a Finnish Film Student Club ( Kino Club Helsinki ). It was made with help by german Research Instituts for Biology (Humboldt University Berlin), Charité Hospital and the Alfred Wegener Institut Bremerhaven. The music was done by Caspar de Gelmini and Bernhard Range.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia | Direction, Cinematography: Caspar de Gelmini
Som, Trilha Sonora Original | Sound, Original Soundtrack: Caspar de Gelmini, Bernhard Range
Produção | Production: Verlag Neue Musik | Kino Club Helsinki

Contato | Contact
mail@caspardegelmini.de

AUTOIMUNE
AUTOIMMUNE
de Marcos Serafim. Estados Unidos, 2020, 12’25’’

Sinopse | Synopsis
Uma entidade não humana complica entendimentos comuns sobre HIV e queerness. Com agência sobre dados, ela distorce imagens de arquivo e as faz falar. Composta por processos de inteligência artificial para áudio e vídeo generativos, incluindo deepfakes, a obra explora relações entre tecnologia, política e doença.
A non-human entity complicates common understandings of HIV and queerness. With agencyover data, it distorts images from archives and makes them speak. Composed with artificial intelligence processes for generative audio and video, including deepfakes, the piece explores uncanny relations between technology, politics, and illness.

Equipe | Crew
Intérpretes | Performers: Cameron Michael Chase, Jadrian Tarver, Jon Tenbrink
Roteiro, Direção, Produção, Edição | Screenplay, Direction, Production, Film Editing: Marcos Serafim
Código Criativo | Creative Code: Ian Kirkpatrick
Trilha Sonora Original, Desenho e Mixagem de Som | Original Soundtrack, Sound Design, Mixing: Douglas McCausland
Pesquisa | Research: Chelsea Markuson, Ian Kirkpatrick, Marcos Serafim, Douglas McCausland
Fotografia | Cinematography: Daniel Hartley

Contato | Contact
mjsn.marcos@gmail.com

IMPÉRIO
EMPIRE
de Edouard Salier. França, 2005, 4′

Sinopse | Synopsis
A Pax Americana cuida da nossa tranquilidade, assegura nosso conforto, garante nossa prosperidade… Um cartão postal idílico do novo Império.
The Pax Americana takes care on our peace, ensures our comfort, guarantees our prosperity… An idyllic postcard of the new Empire.

Equipe | Crew
Direção, Roteiro, Montagem | Direction, Screenplay, Film Editing: Edouard Salier
Produção Executiva | Executive Production: Edouard Salier, Nicolas Schmerkin
Animação 3D | Animation 3D: Spawn
Design de Som | Sound Design: David Coutures
Música | Music: Doctor L Empresa
Produtora | Production Company: Autour de Minuit Productions

Contato | Contact
festivals@autourdeminuit.com

GREVE SELVAGEM (A GÊNESE)
GRÈVE SAUVAGE (LA GENÈSE)
de Chaab Mahmoud. França, 2009, 12’21

Sinopse | Synopsis
« Quanto mais eu lia o livro ‘Da greve selvagem à autogestão generalizada’ de Raoul Vaneigem, mais as imagens rolavam. Ao final do texto, disse a mim mesmo que aquilo que ele havia escrito em 1974 não perdera nada de seu realismo. A força das palavras. A impressão é de que é exatamente isso que está acontecendo hoje. Então, eu só pude encontrar Raoul e propor a ele de fazermos um filme.
» Chaab Mahmoud « The more I read Raoul Vaneigem’s ‘From Wildcat Strike to Total Self Management’, the more the images unfold. At the end of the text, I told myself that what he had written in 1974 had lost none of its realism. The power of words. The impression that this is exactly what is happening today. So I could only meet Raoul and offer him to make a film together. » Chaab Mahmoud

Equipe | Crew
Direção | Direction: Chaab Mahmoud
Assistente de Direção | Direction Assistant: Zakaria Mahmoud

Contato | Contact
zakar.mahmoud@yahoo.com

O DIABO
THE DEVIL
de Jean-Gabriel Périot. França, 2012, 7′

Sinopse | Synopsis
Você não sabe quem somos…
You don’t know who we are …

Equipe | Crew
Direção | Direction: Jean-Gabriel Périot
Som | Sound : Xavier Thibault
Música | Music: Boogers

Contato | Contact
festival_local@yahoo.fr

LIGHTING DANCE
de Cecilia Bengolea. Argentina, 2018, 6’

Sinopse | Synopsis
Lighting Dance investiga a influência de uma tempestade elétrica na imaginação corporal. Apresenta Craig Black Eagle, Oshane Overload-Skankaz e seus respectivos grupos, na companhia da realizadora, executando coreografias solo e em grupo enquanto chove forte. Conforme os dançarinos vão para a rua, seus movimentos remetem ao popular dancehall jamaicano, um estilo de dança altamente sexualizado, que Cecilia Bengolea vê como imbuído de poderes mágicos de cura.
Lightning Dance investigates the influence of a electric storm on bodily imagination. It features Craig Black Eagle, Oshane Overload-Skankaz and their respective teams, in company of the artist, perform solo and group dance routines while heavy rain falls. As the dancers take street, their movements refer to popular Jamaican dancehall, a highly sexualized dance style, which Cecilia Bengolea sees as infused with magical healing powers.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Cecilia Bengolea

Contato | Contact
cecmar79@yahoo.com.ar

ONDE VOCÊ ESTÁ, TERESA VILLAVERDE?
OÙ EN ÊTES-VOUS, TERESA VILLAVERDE?
de Teresa Villaverde. França-Portugal, 2019, 17’

Sinopse | Synopsis
No Rio de Janeiro, moradores do bairro da Mangueira acompanham a transmissão de televisão em uma tela enquanto os jurados votam em cada escola de samba. Em 2019, a Mangueira levou para o Sambódromo um forte e ousado samba de resistência a respeito do que está acontecendo no Brasil neste momento. O filme testemunha a tensão na espera pelo placar final e a grande alegria de pessoas de todas as gerações quando a Mangueira vence e se torna campeã do Carnaval 2019.
In Rio de Janeiro, people from the Mangueira neighbourhood follow the television broadcast on a big screen as the juries vote on each samba school. In 2019, Mangueira took to the Sambadrome a strong, bold samba of resistance to what’s taking place in Brazil right now. The film witnesses the tension while waiting for the final score, and the great joy of people from every generation when Mangueira wins and becomes champion of the 2019 Carnival.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia | Direction, Cinematography: Teresa Villaverde
Som | Sound: Vasco Pimentel, Hugo Leitão, Marcelo Tavares
Montagem | Film Editing: Clara Jost
Produção | Production: Teresa Villaverde | Alce Filmes, Sylvie Pras, Amélie Galli, Catherine Quiriet | Centre Pompidou – Département du Développement Culturel

Contato | Contact
dir@portugalfilm.org

O QUE HÁ EM TI (BRAZIL IS THEE HAITI IS (T)HERE)
de Carlos Adriano. Brasil, 2020, 16’29

Sinopse | Synopsis
Em 16 de março de 2020, em Brasília, um haitiano anônimo e desconhecido desafiou o chefe da nação: “Bolsonaro, acabou. Você não é presidente mais.” Este cinepoema contrapõe tal situação a duas operações militares da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), comandada pelo Brasil, em 6 de julho de 2005 e 22 de dezembro de 2006, em Cité Soleil.
On March 16, 2020, in Brasília, an anonymous and unknown Haitian challenged the head of the nation: “Bolsonaro, it’s over. You are not president anymore.” This film poem counterpoints this situation with two military operations of Minustah (United Nations Stabilization Mission in Haiti), commanded by Brazil, on july 6, 2005, and december 22, 2006, in Cité Soleil.

Equipe | Crew
Direção, Fotografia, Montagem, Desenho de Som, Mixagem, Produção | Direction, Cinematography, Film Editing, Sound Design, Mixing, Production: Carlos Adriano
Música | Music: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Contato | Contact
adriano.carlos.ca@gmail.com

ANTES DO COLAPSO DO MONT BLANC
AVANT L’EFFONDREMENT DU MONT BLANC
de Jacques Perconte. França, 2020, 16’

Sinopse | Synopsis
Montanhas estão caindo e não há nada que possamos fazer a respeito. E mesmo que tenhamos os meios necessários para escalá-las e superar aqueles picos inacessíveis nos quais muitos exploradores perderam suas vidas em busca do privilégio de superá-los, as montanhas continuarão a cair à medida que continuemos a escalá-las.
Mountains are falling, and there’s nothing we can do about it. And even if we have the means to climb them and overcome those inaccessible peaks in which many explorers have lost their lives in search of the privilege to overcome them, the mountains will continue to fall as we continue to climb them.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Jacques Perconte

Contato | Contact
me@jacquesperconte.com

XOCHIPILLI
de Annalisa D. Quagliata. México, 2018, 1’23’’

Sinopse | Synopsis
Preservar o vestígio. Um olhar que rodeia a estátua de Xochipilli, o príncipe das flores. O olhar que observa e presta homenagem ao deus asteca da arte, da dança e da poesia. O olho do século XXI que faz dançar uma estátua originária da pré-colonização espanhola, que ilumina relevos, flores e algumas plantas psicoativas. A figura parece estar em transe, mirando ao céu, em comunicação com o divino. Preserving the vestige.
A look that surrounds the statue of Xochipilli, the prince of the flowers. The look that observes and pays homage to the Aztec god of the arts, the dancing and the poetry. The eye of the 21st century that makes a pre-spanish colonization statue dance, that brightens the terrain, the flowers, and some psychoactive plants. The figure seems to be in a trance; eyeing the sky, in communication with the divine.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Annalisa D. Quagliata

A FONTE DE ÁGUA
LA FUENTE DE AGUA
de Irma Cabrera Abanto. Peru, 2019, 3’05’’

Sinopse | Synopsis
Água de Titicaca e do rio Chili, água como sangue da terra, como protagonista de mitos, lendas e lutas. Este filme é a reinterpretação de uma película emotiva de Super 8, feito de modo colaborativo, mostrando, de uma perspectiva diferente, um problema social em que a yakumama (água) é a protagonista.
The water from the Titicaca and the Chili river, water as the blood of the earth, as protagonist of myths, legends and struggles. This film is the reinterpretation of an emotional Super 8 picture made in a joint effort that shows, through a different perspective, a social problem where the yakumama (water) is the protagonist.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Irma Cabrera Abanto

A DETERMINAÇÃO DO DEVIR
LA DETERMINACIÓN DEL DEVENIR
de Melissa Aller. Argentina, 2016, 4’

Sinopse | Synopsis
Filme baseado nos relatos de crianças sequestradas durante a última ditadura cívico-militar (1976-1983). Descansar o olhar em um rosto era uma tarefa impossível. O fulgor da lembrança engolia tudo. Movimentos dançantes, calculados, mas errados.
A film based on the reports of children appropriated during the last civil-military dictatorship (1976-1983). To rest the look on a face was an impossible task. The glow of the memory swallowed everything. Dancing movements, calculated, but wrong.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Melissa Aller

ATALHOS
ATAJOS
de Daniela Delgado Vitteri. Equador, 2019, 18’29’’

Sinopse | Synopsis
Uma série de diálogos imaginários em territórios do Equador e do Peru. Um dos personagens afirma que, uma vez por ano, ele precisa fazer uma boneca em tamanho natural com a forma do presidente, dançar com ela e depois queimá-la na rua, após enchê-la de explosivos. Esse personagem é o que chamamos de um “bom caminhante”.
A series of imaginary dialogues in territories of Ecuador and Peru. One of the characters in these dialogues affirms that, once a year, he needs to make a doll in natural size with the shape of the president, dance with it and then burn it on the street, after filling it with explosives. This character is what we call a “good walker”.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Daniela Delgado Vitteri

A HORA DECISIVA
LA HORA DECISIVA
de Azucena Losana. México-Argentina, 2020, 1’52’’

Sinopse | Synopsis
Em novembro de 2019, o novíssimo governo mexicano, que se autodenomina “A Quarta Transformação”, assume o comando das comemorações do 119º aniversário da Revolução e reassume o tom festivo e popular. Enquanto isso, na América do Sul, a nova onda de protestos e movimentos sociais traz violência, mas também um ar de otimismo… O que Zapata pensaria dessa primavera fugaz latino-americana?
In November 2019, the newest Mexican government that self proclaimed “The Fourth Transformation” takes charge of the commemorations of the 119th birthday of the Revolution and resumes the festive and popular tone of it. Meanwhile, in South America, the new wave of protests and social movements brings violence, but also an air of optimism… What would Zapata think of this fleeting Latin American spring?

Equipe | Crew
Direção | Direction: Azucena Lozana

VER A CIDADE EM CHAMAS
VER LA CIUDAD EN LLAMAS
de Ismael Amaro. Chile, 2018, 11’

Sinopse | Synopsis
Um imaginário visual do ruído em três capítulos: “Veja”, “A cidade” e “Em chamas”. Tudo o que se vê são arquivos patrimoniais pertencentes à Cinemateca da Universidade do Chile. Tudo o que se ouve corresponde a uma composição baseada em fragmentos do poema sonoro “Veo la ciudad em llamas”, cujo autor, Cristóbal Cornejo (1983-2015), a chamou de “pedaço de vida e de morte”.
A visual imaginary of the noise in three chapters: “Look”, “The City” and “In Flames”. Everything you see is the patrimonial archives belonging to the Film Institute of the University of Chile. Everything you hear corresponds to a composition based in fragments of the sound poem “Veo la ciudad en llamas”, whose author, Cristóbal Cornejo (1983-2015), has called it a “piece of life and death”.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Ismael Amaro

SINAIS DE CONQUISTA: O LIENZO DE TLAXCALA
SEÑALES DE CONQUISTA: EL LIENZO DE TLAXCALA
de Jorge Bordello. México, 2019, 14’20’’

Sinopse | Synopsis
A tela tripartida ecoa um códice colonial Tlaxcalteca. Montagem sobre a militância política familiar; a aparição constante de Tlaxcala como um território de boas-vindas à invasão. Imagens que se movem a contrapelo das profecias indígenas que previam a chegada da Espanha; mas também com as promessas que precederam a assinatura do TLC e a historiografia OVNI, tão profundamente enraizada na idiossincrasia mexicana.
The screen broken in three echoes a colonial Tlaxcaltec codex. A montage over the political family militancy; the constant apparition of Tlaxcala as a welcoming territory to invasions. Images that move against the grain of the Indiginous prophecies that predicted the arrival of Spain; but also with the promises that preceded the signature of the TLC and the UFO historiography, so profoundly ingrained in Mexican idiosyncrasy.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Jorge Bordello

PRATA OU CHUMBO
PLATA O PLOMO
de Natalia Granados. Colômbia, 2019, 4’26’’

Sinopse | Synopsis
Reggaeton e armas. Reggaeton e masculinidade tóxica. Natalia Granados explora a personificação do matador de aluguel nesta paródia, inspirada na figura do rapper malvado dos videoclipes. O sangue derramado na televisão não respinga, mas a maneira como a morte é relatada diariamente é a percepção da realidade dos consumidores. Medo + dinheiro = respeito.
Reggaeton and guns. Reggaeton and toxic masculinity. Natalia Granados explores the personification of the hitman in this parody, inspired by the figure of the mean rapper of the videoclips. The blood shed on TV doesn’t spatter, but the way death is reported daily is the perception of reality of the consumers. Fear + money = respect.

Equipe | Crew
Direção | Direction: Natalia Granados

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